Outubro de 2026 · Alegrete · Dom Pedrito · Itaqui

A próxima safra do agro é digital.

Em outubro, o HackatAgro e o Sebrae RS levam três maratonas de inovação para onde o agro acontece. Um dia, das 8h às 18h, em que estudantes de graduação e de ensino técnico transformam um problema real da região em solução, MVP e pitch. Gratuito, com certificado do Sebrae RS.

Gratuito · 50 vagas por cidade · certificado do Sebrae RS · como funciona o dia →

Radar da Fronteira

A fronteira da tecnologia, lida com olho de agro.

Terças e sextas: o que se move em inteligência artificial, tecnologia e inovação no mundo — e o que isso significa para quem produz, para quem constrói e para quem investe no agro. Sinal, não ruído. Toda nota cita e linka a fonte.

Edição #17semana de 25 set 2026
Radar da Fronteira

Software feito sem programador: US$ 600 milhões por ano.

A Lovable foi de US$ 500 milhões em junho a 600 milhões em setembro. Os apps criados nela somam quase 1 bilhão de visitas mensais.

fonte: TechCrunch · 24/09
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CapitalBrasil4 min de leitura

R$ 200 milhões para Série A no Brasil — e só entra startup com IA no core

A VOX Capital está captando o VOX Tech for Good Growth II, de cerca de R$ 200 milhões, para 10 a 12 empresas em Série A com cheques de R$ 10 a 25 milhões, em seis verticais — fintech, energia, agtech (cadeia de alimentos e uso da terra), saúde, cidades e indústria. A régua, segundo o sócio Rafael Campos: 'toda startup que a gente olha no fundo VOX precisa ter IA no core'. Já entraram a Agrorobótica (agtech) e a Makasí (crédito). Dentro de casa, a gestora montou a VOX Data Platform: 12 agentes de IA mais um 'superagente' que orquestra 14 subagentes, e o business case que levava duas semanas sai em cerca de seis horas (Startups.com.br, 24/09). Por que importa: para a agtech brasileira, é dinheiro novo no estágio mais escasso do país — a Série A — com uma vertical de agro nomeada. Mas a régua mudou: IA não é mais 'feature' no pitch, é condição de entrada; e quem lê o deck primeiro é um agente, então dado organizado e tese clara valem mais que slide bonito. Siga o dinheiro: no mundo, a Crunchbase contou 114 rodadas Série A acima de US$ 100 milhões em 2026, mais de 70% delas para IA (Crunchbase, 23/09) — o cheque brasileiro de R$ 25 milhões joga outro campeonato, e é nele que a agtech daqui precisa vencer.

fonte: Startups.com.br · 24/09
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BioinsumosEUA3 min de leitura

O inoculante que perde a briga para a bactéria nativa — e a startup que quer vencê-la

A Lilac Agriculture, spin-off da North Dakota State University, fechou uma rodada seed de US$ 2,3 milhões — a meta era US$ 1,5 milhão — liderada pela Innova, para atacar um problema velho dos bioinsumos: a bactéria fixadora de nitrogênio eficiente no laboratório perde, no campo, a disputa pelos nódulos da raiz para cepas nativas mais competitivas, e o produtor paga por algo que não colonizou. A plataforma seleciona duas características ao mesmo tempo — eficiência de fixação e competitividade. O primeiro produto, o PL11 para ervilha e lentilha, rendeu 57,6 bushels por acre contra 54,3 do líder comercial (cerca de 6% a mais) e cerca de 11% acima da testemunha sem tratamento; a versão para feijão sai neste outono do hemisfério norte (Global Agriculture, 23/09). Por que importa: a soja brasileira fixa o próprio nitrogênio com inoculante — é isso que dispensa a ureia na lavoura — e a mesma 'caixa-preta' vale aqui: qual cepa de fato ocupou a raiz é o que ninguém mede na hora de comprar. Para o produtor, a pergunta certa ao vendedor de bioinsumo passa a ser sobre competitividade no solo dele, não só sobre eficiência no rótulo. Para a startup de biológicos, o recado é que a prova de campo comparada ao líder — e não só ao controle — é o que abre a porteira. De olho em: com o marco legal dos bioinsumos aprovado, o Brasil tem mercado e ciência para uma Lilac própria.

fonte: Global Agriculture · 23/09
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CampoBrasil4 min de leitura

57 km de tubo e 28 pivôs: o maior contrato de irrigação da Amanco é de um fundo

A Amanco Wavin fechou o maior contrato de irrigação da sua história: mais de R$ 10 milhões em 57 km de tubulação de PVC para alimentar 28 pivôs na Fazenda Tronco, em Felixlândia (MG), do fundo Tane Capital — 9 pivôs em 2026 e 19 em 2027, com vazão de cerca de 20 mil m³ de água por hora e expectativa de 20% a mais de soja em relação às áreas de sequeiro. A irrigação já é 30% da operação brasileira da empresa e cresce dois dígitos há três anos; o Brasil irriga 8 milhões de hectares e, segundo a matéria, tem potencial para 55 milhões (AgFeed, 24/09). Por que importa: quem está comprando irrigação em escala não é só o produtor — é o fundo, que tem planilha e quer previsibilidade de safra. A irrigação é uma das tecnologias menos glamourosas e das que mais pagam no campo, e cada pivô novo é um nó de dados que ainda não existe: umidade do solo, gestão de água, energia. Para a agtech, o cliente-âncora está mudando de cara: o fundo compra tecnologia como capex, não como aposta. Sim, mas: água e energia têm licença e limite — o gargalo de ir de 8 para 55 milhões de hectares é regulatório e elétrico, não de tubo.

fonte: AgFeed · 24/09
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IA embarcadaEUA2 min de leitura

Um modelo de IA de 1 bit rodando dentro do óculos — sem nuvem

A PrismML, laboratório fundado por pesquisadores do Caltech e assessorado por Ion Stoica (Berkeley), mostrou no Snapdragon Summit o Bonsai, um modelo de linguagem de 1 bit, em versão de 2 bilhões de parâmetros para visão e linguagem, rodando localmente na plataforma Snapdragon AR1 Gen 1 de óculos inteligentes — pergunta e resposta visual em tempo real, sem mandar nada para a nuvem. A empresa afirma reduzir o tamanho do modelo em 4 vezes com desempenho próximo nos benchmarks e aposta em pesos abertos; nenhum óculos com o sistema foi anunciado comercialmente ainda (TechCrunch, 24/09). Por que importa: a fronteira da IA está indo para o aparelho, e essa é a única IA que funciona onde não tem sinal — a lavoura brasileira. O agrônomo que aponta o celular para a folha e recebe o diagnóstico sem 4G, o monitor do trator que entende a fala do operador off-line: é isso que um modelo pequeno e aberto viabiliza. Para a agtech, o custo de servidor deixa de ser o teto do negócio. Sim, mas: demo em palco não é produto na mão do produtor — de olho em quem embarca isso no aparelho que já está no bolso.

fonte: TechCrunch · 24/09
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InfraestruturaEUA3 min de leitura

A Oracle acionou 'força maior' no data center de 2,45 GW da Stargate

A Oracle enviou uma notificação de força maior sobre o Project Jupiter, data center de 2,45 gigawatts no Novo México dentro da iniciativa Stargate (Oracle, OpenAI e SoftBank), desenvolvido pela Blue Owl Capital — o aviso permite adiar pagamentos se a instalação não entrar em operação em 2028. O gasoduto da Energy Transfer que alimentaria as células a combustível da Bloom Energy atrasou quase seis meses depois de licenças negadas e mudança de traçado, com nova meta em 1º de fevereiro de 2027, e a licença de qualidade do ar ainda espera decisão até 23 de novembro. A Oracle diz que não quer sair como inquilina e que o projeto 'segue no cronograma planejado' (TechCrunch, 24/09, com Bloomberg e CNBC). Por que importa: o Radar de 11/09 mostrou o Rio Grande do Sul correndo atrás de data centers. Este é o outro lado da corrida: o gargalo não é chip nem capital, é energia, gasoduto, licença ambiental e vizinho contrário. Para quem quer atrair essa infraestrutura para o interior, a lição é que o prazo é ditado pelo licenciamento; para o produtor vizinho, a conta de energia e água entra na mesma disputa. De olho em: 2028 é a promessa — o calendário real está sendo escrito em audiências públicas.

fonte: TechCrunch · 24/09
Curadoria HackatAgro·seleção e análise — não apuramos notícia; creditamos e linkamos a fonte

O filtro do movimento que conecta agro e tecnologia desde 2019 — 8 edições, 250 startups, 130 mentores.

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Terças e sextas, a fronteira decodificada — antes de virar manchete.

A fronteira

Onde estão as oportunidades da próxima década.

A cada edição, curamos os territórios em que tecnologia e campo se encontram — e desafiamos o ecossistema a construir soluções reais dentro deles.

01

IA no campo

De copilotos de manejo a visão computacional que enxerga a lavoura planta por planta e antecipa a decisão.

02

Bioeconomia & energia

Biológicos, biogás e o campo como usina de energia limpa — o agro que produz e regenera ao mesmo tempo.

03

Conectividade

5G, satélite e IoT levando dados em tempo real a cada hectare — a base para tudo o que vem depois.

04

Agricultura de precisão

Sensores, robótica e autonomia decidindo no centímetro — mais produção com menos insumo e impacto.

05

Clima & carbono

Rastreabilidade, MRV e novos mercados para quem cuida do solo — o carbono virando renda no campo.

06

Novas cadeias

Fintechs, marketplaces e novas proteínas reinventando como o agronegócio financia, vende e produz.

O movimento

Não basta imaginar o futuro. Alguém precisa construí-lo.

Desde 2019, o HackatAgro reúne quem produz, quem inova e quem investe em maratonas de inovação aberta. Menos palco, mais mão na massa: cada desafio nasce de uma dor real do campo e termina em protótipo funcionando — com curadoria de fronteira e uma comunidade que executa.

Curadoria de fronteira

Escolhemos os temas onde tecnologia e agro criam mais valor — e trazemos os desafios certos para a mesa.

Comunidade que executa

Startups, mentores, universidades e as maiores empresas do setor construindo juntas, não só debatendo.

Do protótipo à empresa

O que nasce aqui é acelerado depois do evento — várias soluções viraram negócio e carreira no agro.

Seis anos construindo essa fronteira
8Edições
250Startups
130Mentores
1.500Empreendedores
400 hDe maratona
Prova

Ideias de maratona que viraram empresa.

O que se constrói aqui não morre no fim de semana. Estas nasceram num desafio — a próxima pode ser a sua.

2019 · vencedora

BioIn

Biotecnologia unindo microvespas e dados para controle de pragas — a primeira campeã, hoje referência em biológicos.

2021 · Desafio Yara

AgTrace

Rastreabilidade da soja com blockchain e IoT, conectando a cadeia inteira para o mercado de carbono.

2022 · Desafio Segurança

Alerta Rural

App de prevenção de acidentes no campo, criado por estudantes técnicos — tecnologia que protege quem produz.

2021 → hoje

Paulo Krastin

Venceu um desafio, virou gestor dos espaços maker do Senac SP e voltou como mentor. O ciclo que a gente busca.

Ecossistema

Construído com quem move o agro.

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Apoio institucional
FarsulSenar-RSSebraeEmaterInstituto CaldeiraSenac SP e RSPTI · ItaipuTecnoPUCFounder Institute
Rede HackatAgro · lista

Não é estudante? Entre na lista do HackatAgro.

Startups, produtores, mentores, investidores e empresas: a lista é como o HackatAgro avisa primeiro — a próxima praça, o Demo Day no fim do ano e a chamada de startups quando ela abrir. O Radar da Fronteira vai no mesmo e-mail.

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