IA · Digitalização · Inovação aberta

A próxima safra do agro é digital.

Inteligência artificial, sensores e novos modelos estão redesenhando o campo — e abrindo a maior janela de oportunidade da história do agronegócio. O HackatAgro é onde essa fronteira vira solução real: produtores, startups e as maiores empresas do setor construindo o que vem a seguir.

Radar da Fronteira

A fronteira da tecnologia, lida com olho de agro.

Terças e sextas: o que se move em inteligência artificial, tecnologia e inovação no mundo — e o que isso significa para quem produz, para quem constrói e para quem investe no agro. Sinal, não ruído. Toda nota cita e linka a fonte.

Edição #10semana de 1 set 2026
Radar da Fronteira

A China quer importar 25% menos soja até 2030.

Projeção Systemiq: 23,5 milhões de toneladas a menos que em 2025 — e quase 70% da soja brasileira exportada vai para portos chineses.

fonte: Brazil Journal · 31/08
#
CampoGlobal4 min de leitura

O robô que semeia e capina por € 304 o hectare

A dinamarquesa FarmDroid lançou nesta terça (01/09) o FD60, robô de campo que semeia e faz capina mecânica sem herbicida e sem operador: até 6,75 m de largura, 20 linhas por passada, 18 hectares por dia e 60 hectares por temporada — o triplo do FD20. O custo declarado pela fabricante chega a € 304 por hectare na temporada, substituindo hora de capina manual, insumo químico e a maior parte do diesel. A navegação dispensa câmera: o robô grava o GPS RTK de cada semente com precisão de 8 mm e volta às mesmas coordenadas para capinar, inclusive entre plantas da mesma linha (Future Farming). Por que importa: "o que segurava os robôs de campo não era a tecnologia, era o custo por hectare", diz a própria empresa — e é exatamente essa conta que trava a adoção aqui. Sem câmera e sem modelo para treinar, o sistema também não tropeça em poeira e luz baixa, dois inimigos conhecidos de quem já testou visão computacional na lavoura.

fonte: Future Farming · 01/09
#
InsumosEUA6 min de leitura

Micróbio com interruptor genético para trocar parte do adubo

A americana Switch Bioworks desenvolve bactérias com um "interruptor genético": elas primeiro colonizam a raiz e só passam a produzir amônia quando o nitrogênio do solo cai a certo nível — contornando o dilema de que fixar nitrogênio é caro demais para o próprio micróbio. O produto está em teste de campo em seis estados americanos, com foco em milho (mais de 90 milhões de acres nos EUA em 2026), e a empresa fala em dois a três anos até o produto comercial; a modelagem da própria Switch aponta teto de cerca de 50% de substituição do adubo sintético (MIT Technology Review). Por que importa: fertilizante é uma das maiores contas da lavoura e o Brasil importa a maior parte do que aplica — a guerra com o Irã voltou a empurrar energia e adubo para cima nos últimos meses. Cortar metade do nitrogênio mexeria no custo por saca. O outro lado, e o artigo é honesto nisso: há distância conhecida entre dado de empresa e ensaio independente. Regra da casa é esperar o ensaio.

fonte: MIT Technology Review · 01/09
#
CapitalBrasil6 min de leitura

Terras raras: capital global mira Poços de Caldas antes do marco legal

O projeto Colosso, da australiana Viridis Mining, em Poços de Caldas (MG), atraiu aporte de equity da OneIM — fundada por ex-executivos do SoftBank e apoiada pelo Mubadala —, negocia financiamento com bancos de exportação de Canadá, Austrália e França e já tem pré-acordo de venda da produção para a belga Solvay, com assinatura esperada para setembro. A empresa conversa com o BNDES, diz ter cerca de 30% de acionistas brasileiros e a maior planta de demonstração fora da China. Tudo isso enquanto o Senado discute um marco legal de minerais críticos que criaria um conselho estatal para homologar contratos de offtake e operações de M&A (Brazil Journal). Por que importa: terras raras são o insumo de ímã de motor elétrico, de sensor e de drone — a mesma cadeia de que depende a máquina agrícola que está chegando. O Brasil tem a jazida e está decidindo agora se atrai ou afugenta quem processa. Para founder de deep tech, é a janela em que política industrial vira mercado — ou não vira.

fonte: Brazil Journal · 31/08
#
CapitalBrasil6 min de leitura

Risco climático entra na conta do crédito e do seguro

A ESGreen lançou na Febraban Tech 2026 o IRC-ESGreen, índice que combina 60% de risco climático, 30% de risco ESG e 10% de risco operacional para projetar cenários de 7, 15, 30 e 60 dias por território, com dados climáticos, dados públicos e imagens de satélite reprocessados a cada quatro horas. A tese do CEO Mauricio Rodrigues é direta: modelo que só olha o passado não dá mais conta — num ano que o Cemaden já classifica como Super El Niño (Startups.com.br). Por que importa: quem produz no RS aprendeu em 2024 o que uma enchente faz com garantia, safra e capacidade de pagamento. Se banco e seguradora passam a precificar clima por território, e não por histórico, muda a taxa que chega à porteira — e abre mercado para quem sabe gerar dado local confiável. É a camada em que a agtech brasileira tem vantagem de campo, não de laboratório.

fonte: Startups.com.br · 31/08
#
TecnologiaGlobal6 min de leitura

EUA fecham a porta ao drone chinês; a escala segue na China

Washington apertou em julho e agosto as restrições a sistemas robóticos estrangeiros e impôs tarifas altas a drones importados e seus componentes, citando segurança nacional: as tarifas de drone entram em vigor em setembro e as de componentes em 2027. Do outro lado, os embarques globais de robôs humanoides chegaram a 22 mil unidades no primeiro semestre de 2026 e as cinco maiores fabricantes do mundo — AgiBot, Unitree, Galbot, UBTECH e Leju — são todas chinesas, somando 86% do total, segundo a Counterpoint (TechCrunch). Por que importa: o drone de pulverização que roda na lavoura brasileira é, na prática, cadeia chinesa. Um mercado global fragmentado tende a empurrar esse volume para fora dos EUA — o que pode baratear equipamento aqui no curto prazo e aprofundar a dependência tecnológica no longo. Na hora de comprar, pesar peça de reposição, assistência e software que se consiga auditar vale tanto quanto o preço.

fonte: TechCrunch · 30/08
Curadoria HackatAgro·seleção e análise — não apuramos notícia; creditamos e linkamos a fonte

O filtro do movimento que conecta agro e tecnologia desde 2019 — 8 edições, 250 startups, 130 mentores.

Receba o Radar no seu e-mail.

Terças e sextas, a fronteira decodificada — antes de virar manchete.

A fronteira

Onde estão as oportunidades da próxima década.

A cada edição, curamos os territórios em que tecnologia e campo se encontram — e desafiamos o ecossistema a construir soluções reais dentro deles.

01

IA no campo

De copilotos de manejo a visão computacional que enxerga a lavoura planta por planta e antecipa a decisão.

02

Bioeconomia & energia

Biológicos, biogás e o campo como usina de energia limpa — o agro que produz e regenera ao mesmo tempo.

03

Conectividade

5G, satélite e IoT levando dados em tempo real a cada hectare — a base para tudo o que vem depois.

04

Agricultura de precisão

Sensores, robótica e autonomia decidindo no centímetro — mais produção com menos insumo e impacto.

05

Clima & carbono

Rastreabilidade, MRV e novos mercados para quem cuida do solo — o carbono virando renda no campo.

06

Novas cadeias

Fintechs, marketplaces e novas proteínas reinventando como o agronegócio financia, vende e produz.

O movimento

Não basta imaginar o futuro. Alguém precisa construí-lo.

Desde 2019, o HackatAgro reúne quem produz, quem inova e quem investe em maratonas de inovação aberta. Menos palco, mais mão na massa: cada desafio nasce de uma dor real do campo e termina em protótipo funcionando — com curadoria de fronteira e uma comunidade que executa.

Curadoria de fronteira

Escolhemos os temas onde tecnologia e agro criam mais valor — e trazemos os desafios certos para a mesa.

Comunidade que executa

Startups, mentores, universidades e as maiores empresas do setor construindo juntas, não só debatendo.

Do protótipo à empresa

O que nasce aqui é acelerado depois do evento — várias soluções viraram negócio e carreira no agro.

Seis anos construindo essa fronteira
8Edições
250Startups
130Mentores
1.500Empreendedores
9 MMAlcance na imprensa
Prova

Ideias de maratona que viraram empresa.

O que se constrói aqui não morre no fim de semana. Estas nasceram num desafio — a próxima pode ser a sua.

2019 · vencedora

BioIn

Biotecnologia unindo microvespas e dados para controle de pragas — a primeira campeã, hoje referência em biológicos.

2021 · Desafio Yara

AgTrace

Rastreabilidade da soja com blockchain e IoT, conectando a cadeia inteira para o mercado de carbono.

2022 · Desafio Segurança

Alerta Rural

App de prevenção de acidentes no campo, criado por estudantes técnicos — tecnologia que protege quem produz.

2021 → hoje

Paulo Krastin

Venceu um desafio, virou gestor dos espaços maker do Senac SP e voltou como mentor. O ciclo que a gente busca.

Ecossistema

Construído com quem move o agro.

Patrocinadores das edições
BanrisulClaroYaraSyngentaSLCCotrijalSuepro · Governo do RS
Apoio institucional
FarsulSenar-RSSebraeEmaterInstituto CaldeiraSenac SP e RSPTI · ItaipuTecnoPUCFounder Institute
Ciclo 2026 · chamada de startups

O ciclo 2026 está aberto. Inscreva sua startup.

Lançado na Trilha Agro do South Summit, na Expointer, o ciclo 2026 do HackatAgro procura startups que resolvem uma dor real do campo em um dos seis territórios de fronteira: IA no campo, bioeconomia & energia, conectividade, agricultura de precisão, clima & carbono e novas cadeias. Os inscritos sabem primeiro quando o Desafio for formatado — e são os primeiros chamados. Produtores, mentores, investidores e empresas entram na mesma lista.

+8.000 pessoas já conectadas ao movimento

Ao enviar, você concorda com a Política de Privacidade. Empresas que querem a cadeira de âncora: contato@hackatagro.com.