IA · Digitalização · Inovação aberta

A próxima safra do agro é digital.

Inteligência artificial, sensores e novos modelos estão redesenhando o campo — e abrindo a maior janela de oportunidade da história do agronegócio. O HackatAgro é onde essa fronteira vira solução real: produtores, startups e as maiores empresas do setor construindo o que vem a seguir.

Radar da Fronteira

A fronteira da tecnologia, lida com olho de agro.

Terças e sextas: o que se move em inteligência artificial, tecnologia e inovação no mundo — e o que isso significa para quem produz, para quem constrói e para quem investe no agro. Sinal, não ruído. Toda nota cita e linka a fonte.

Edição #13semana de 11 set 2026
Radar da Fronteira

O RS entra na corrida dos data centers com 5 GW.

Scala AI City, em Eldorado do Sul: R$ 3 bilhões na primeira fase e obras em 2027. A Parks entrega um Tier III em Cachoeirinha ainda em 2026.

fonte: Startups.com.br · 10/09
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EnergiaBrasil5 min de leitura

80 GW pedidos, 3 GW contratados: o gargalo é a linha, não a usina

O governo recebeu pedidos de conexão de projetos de data center que somam 80 GW; depois das garantias financeiras exigidas, sobraram cerca de 10 GW em análise no ONS — 3 GW já com contrato de uso da rede, 2 GW aprovados e 5 GW na fila. Um único data center de grande porte pode pedir 2 GW, mais que o reator de Angra 2 (1,3 GW). O descompasso é de calendário: o data center fica pronto em 1,5 ano, um transformador leva no mínimo 2 anos para ser entregue e uma linha de transmissão, de 5 a 7 anos — 'em cinco anos, a capacidade de transmissão é praticamente inelástica', diz Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS. A rede de São Paulo está 'esgotada'; Piauí e Ceará, mesmo com incentivos, têm limites técnicos parecidos (Brazil Journal, 11/09). Por que importa: é a mesma rede que leva energia ao pivô, ao secador e à agroindústria — quando o data center entra na fila com 2 GW, a expansão rural passa a disputar transformador e linha com ele. Siga o dinheiro: o Redata dá 5 anos de benefício fiscal e a linha demora até 7; quem já tem geração própria e subestação perto — cooperativa, usina de etanol, planta de biogás — vira o terreno mais valioso do mapa. Para a startup de energia, o produto deixou de ser o painel e virou a conexão.

fonte: Brazil Journal · 11/09
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IAGlobal5 min de leitura

Um milhão de tokens por US$ 0,60: a DeepSeek reabre a conta da IA

A DeepSeek lançou o V4.1-Flash com tabela fora de pico de US$ 0,003 por milhão de tokens de entrada em cache, US$ 0,15 sem cache e US$ 0,60 por milhão de tokens de saída — no horário de pico, o dobro. Para comparar, a VentureBeat lista os modelos de ponta fechados entre US$ 15 e US$ 25 por milhão de tokens de saída. O modelo tem 552 bilhões de parâmetros em mistura de especialistas (ativa de 8 a 16 bilhões por chamada), janela de 1 milhão de tokens, visão nativa e pesos abertos sob licença MIT no Hugging Face, liberados para uso comercial. Nos benchmarks divulgados pela empresa, empata com os líderes em tarefas de engenharia de software (DeepSWE 74,2), e um teste de terceiros citado pela matéria fala em 98% da qualidade do GPT-6 Astra por 1,4% do custo (VentureBeat, 10/09). Por que importa: o custo do token era a linha que inviabilizava o agente de IA para um milhão de produtores — a US$ 0,60 por milhão de saída, o assistente da cooperativa que responde no WhatsApp custa centavos por produtor por mês. Licença MIT quer dizer que o modelo roda no servidor da revenda ou da agroindústria, sem dado de talhão saindo do país. Sim, mas: pico e fora de pico seguem o fuso de Pequim, e a 'qualidade' anunciada é a do fornecedor — teste no seu caso antes de trocar.

fonte: VentureBeat · 10/09
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MídiaGlobal4 min de leitura

93% do catálogo feito por IA — e o áudio ficou 80 vezes mais barato

A indiana Pocket FM dobrou a receita anualizada em um ano, de US$ 250 milhões para US$ 500 milhões, com 93% do catálogo de áudio produzido com IA e 99% do conteúdo novo saindo do pipeline automatizado: produzir ficou 80 vezes mais barato, e 100 horas de série, que levavam cerca de um ano, saem em um dia. São 770 mil séries, 550 mil criadores, mais de 250 milhões de ouvintes em 20 países e 2,5 milhões de horas geradas por ano; a retenção de receita em 12 meses subiu de 44% para 76%. Humanos criam os conceitos, modelos próprios escrevem e narram; a empresa é lucrativa e negocia até US$ 120 milhões a cerca de US$ 2 bilhões de valuation (TechCrunch, 10/09). Por que importa: no campo, o formato é o áudio de WhatsApp — e o custo de produzir assistência técnica, treinamento e conteúdo em português do interior acabou de cair duas ordens de grandeza. Para a cooperativa, a revenda e o patrocinador, o gargalo deixa de ser produção e vira confiança e distribuição: quem tem rede e voz reconhecida ganha; quem só tem estúdio, perde. De olho em: a Pocket FM guarda o humano na ideia, não na execução — é o desenho que vale copiar.

fonte: TechCrunch · 10/09
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PecuáriaGlobal5 min de leitura

A cerca virou app: o colar da Nofence agora detecta cio e move o rebanho sozinho

A norueguesa Nofence lançou em 09/09 o N3, terceira geração do seu colar de cerca virtual para bovinos, e o reposicionou como plataforma de pecuária de precisão: além de conter o animal, o colar mede ruminação e atividade para gerar um escore de cio e alertas de parto, executa mudanças de piquete agendadas sem ninguém no campo e monta relatórios de pastejo com lotação, tamanho do lote e tempo de ocupação. Conectividade em três camadas — celular, satélite e a malha HerdNet entre os próprios colares — e bateria recarregada por painel solar. A empresa diz ter mais de 200 mil colares vendidos na Europa e na América do Norte e 20 milhões de dias de pastejo em dados de comportamento (AgFunderNews, 11/09). Por que importa: cerca é uma das maiores contas fixas da pecuária extensiva, e o manejo rotacionado esbarra em mão de obra — o colar ataca as duas ao mesmo tempo. Para o pecuarista gaúcho, o ponto novo é que a mesma peça que contém o animal passa a fazer detecção de cio, tarefa que hoje depende de olho treinado e de sorte. Sim, mas: 200 mil colares é a escala de um país europeu, não do rebanho brasileiro; custo por cabeça e cobertura de satélite no Pampa são a conta a fechar antes de comprar.

fonte: AgFunderNews · 11/09
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MáquinasEUA3 min de leitura

Piloto automático de US$ 6 mil para o trator compacto

A Kubota lançou o WorkSmart Autosteer, sistema de direção automática feito para tratores compactos e utilitários, roçadeiras e UTVs — a faixa que os kits de agricultura de precisão sempre ignoraram por serem caros e complexos demais para quem não precisa de controle de seção nem de taxa variável. Preço de tabela de US$ 6.000 sem a instalação, retrofit em máquina nova ou usada, duas horas na concessionária com treinamento do operador, app gratuito para calibrar e atualizar, e o pacote inteiro vendido, instalado, garantido e financiado pelo mesmo revendedor. Cobre plantio, preparo de solo, feno, pulverização, roçada, nivelamento de estrada e pomar ou vinhedo. Disponível agora só nos EUA, sem data para outros mercados (Future Farming, 09/09). Por que importa: a agricultura de precisão chegou primeiro em quem tem milhares de hectares; a fatia que ficou de fora é exatamente a pequena propriedade, a fruticultura e o vinhedo do Sul. Quando a fabricante embute a tecnologia no trator compacto e vende pelo mesmo balcão, a barreira deixa de ser preço e vira concessionária. Para a agtech nacional, o recado é duro: o retrofit genérico perde para o sistema que chega com garantia e financiamento do fabricante.

fonte: Future Farming · 09/09
Curadoria HackatAgro·seleção e análise — não apuramos notícia; creditamos e linkamos a fonte

O filtro do movimento que conecta agro e tecnologia desde 2019 — 8 edições, 250 startups, 130 mentores.

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Terças e sextas, a fronteira decodificada — antes de virar manchete.

A fronteira

Onde estão as oportunidades da próxima década.

A cada edição, curamos os territórios em que tecnologia e campo se encontram — e desafiamos o ecossistema a construir soluções reais dentro deles.

01

IA no campo

De copilotos de manejo a visão computacional que enxerga a lavoura planta por planta e antecipa a decisão.

02

Bioeconomia & energia

Biológicos, biogás e o campo como usina de energia limpa — o agro que produz e regenera ao mesmo tempo.

03

Conectividade

5G, satélite e IoT levando dados em tempo real a cada hectare — a base para tudo o que vem depois.

04

Agricultura de precisão

Sensores, robótica e autonomia decidindo no centímetro — mais produção com menos insumo e impacto.

05

Clima & carbono

Rastreabilidade, MRV e novos mercados para quem cuida do solo — o carbono virando renda no campo.

06

Novas cadeias

Fintechs, marketplaces e novas proteínas reinventando como o agronegócio financia, vende e produz.

O movimento

Não basta imaginar o futuro. Alguém precisa construí-lo.

Desde 2019, o HackatAgro reúne quem produz, quem inova e quem investe em maratonas de inovação aberta. Menos palco, mais mão na massa: cada desafio nasce de uma dor real do campo e termina em protótipo funcionando — com curadoria de fronteira e uma comunidade que executa.

Curadoria de fronteira

Escolhemos os temas onde tecnologia e agro criam mais valor — e trazemos os desafios certos para a mesa.

Comunidade que executa

Startups, mentores, universidades e as maiores empresas do setor construindo juntas, não só debatendo.

Do protótipo à empresa

O que nasce aqui é acelerado depois do evento — várias soluções viraram negócio e carreira no agro.

Seis anos construindo essa fronteira
8Edições
250Startups
130Mentores
1.500Empreendedores
9 MMAlcance na imprensa
Prova

Ideias de maratona que viraram empresa.

O que se constrói aqui não morre no fim de semana. Estas nasceram num desafio — a próxima pode ser a sua.

2019 · vencedora

BioIn

Biotecnologia unindo microvespas e dados para controle de pragas — a primeira campeã, hoje referência em biológicos.

2021 · Desafio Yara

AgTrace

Rastreabilidade da soja com blockchain e IoT, conectando a cadeia inteira para o mercado de carbono.

2022 · Desafio Segurança

Alerta Rural

App de prevenção de acidentes no campo, criado por estudantes técnicos — tecnologia que protege quem produz.

2021 → hoje

Paulo Krastin

Venceu um desafio, virou gestor dos espaços maker do Senac SP e voltou como mentor. O ciclo que a gente busca.

Ecossistema

Construído com quem move o agro.

Patrocinadores das edições
BanrisulClaroYaraSyngentaSLCCotrijalSuepro · Governo do RS
Apoio institucional
FarsulSenar-RSSebraeEmaterInstituto CaldeiraSenac SP e RSPTI · ItaipuTecnoPUCFounder Institute
Ciclo 2026 · chamada de startups

O ciclo 2026 está aberto. Inscreva sua startup.

Lançado na Trilha Agro do South Summit, na Expointer, o ciclo 2026 do HackatAgro procura startups que resolvem uma dor real do campo em um dos seis territórios de fronteira: IA no campo, bioeconomia & energia, conectividade, agricultura de precisão, clima & carbono e novas cadeias. Os inscritos sabem primeiro quando o Desafio for formatado — e são os primeiros chamados. Produtores, mentores, investidores e empresas entram na mesma lista.

+8.000 pessoas já conectadas ao movimento

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