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A pandemia e a digitalização do agronegócio

Atualizado: Set 9

Se antes o setor já via a digitalização como um fator decisivo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da renda no campo, com a pandemia a inclusão digital nos territórios rurais se tornou uma necessidade.



O novo Coronavírus tem gerado prejuízos na economia mundial. A necessidade de adotar protocolos de segurança, visando controlar e reduzir os números de casos e mortes, está impactando diversos setores da sociedade. No entanto, especialistas apontam que as mudanças ocasionadas pela Covid-19 poderão beneficiar, de certa forma, o agronegócio. Diante do novo modelo de economia que poderá se consolidar após a pandemia, chamado de baixo contato, a tendência é que o processo de digitalização no meio rural seja acelerado.


Se antes o setor já via a digitalização como um fator decisivo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da renda no campo, com a pandemia a inclusão digital nos territórios rurais se tornou uma necessidade. De acordo com o diretor executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville, a agricultura brasileira está preparada para se ajustar a esse o novo modelo. No entanto, segundo ele, adaptações serão necessárias, visto que os efeitos do vírus não eram esperados por ninguém.


Tal afirmação pode ser confirmada no estudo realizado pela Consultoria McKinsey e divulgado no primeiro semestre desse ano. A partir dele, especialistas preveem uma aceleração na transformação digital do agronegócio. Isso se deve ao fato de que o produtor brasileiro já é mais conectado que o estadunidense, por exemplo. A pesquisa “A Mente do Agricultor Brasileiro na Era Digital” mostrou que 85% da amostra de 750 agricultores utilizam o Whatsapp diariamente e 71% consultam canais sobre questões relacionadas à fazenda. O estudo ainda apontou que 36% dos pesquisados já fazem compras online para a propriedade rural.


Outro dado interessante é o perfil dos participantes dispostos a utilizar a tecnologia como alternativa na produção e comercialização dos produtos. A pesquisa da McKinsey indicou que os produtores com menos de 35 anos são mais propensos a incorporar outras inovações à rotina. Tal perfil está em concordância com informações do IBGE, que mostram que 52,4% dos donos de propriedades no Brasil têm até 45 anos de idade. Com a pandemia e o possível novo modelo de economia, a necessidade pela digitalização ficou ainda mais evidente.


No Rio Grande do Sul, mesmo antes do novo Coronavírus, a Comissão de Inovação da Farsul já planejava ações que mobilizassem setores envolvidos no agronegócio a fim de contribuir no processo de digitalização. O HackatAgro 2020, lançado recentemente, é a principal entre essas atividades. O projeto reúne especialistas, produtores, empreendedores e parceiros para debater o atual momento e instigar soluções tecnológicas para o campo. A programação inclui o portal HackatAgro.com, Podcasts, uma Websérie para as redes sociais e webinars. Além disso, em dezembro, será realizado o segundo hackathon do agro, a maior competição de startups do Agro do Sul do Brasil.


A jornada de conteúdo tem início no dia 17 de setembro, com o primeiro de seis Webinars do projeto, e que já começa com um tema relevante e atual: o Desafio da Conectividade no RS. Segundo Paulo Altmayer Gonçalves, membro da Comissão de Inovação da Farsul e especialista na área, “vamos fazer um mapa da situação atual da conectividade no interior do RS e buscar formas de acelerar a evolução desta infra-estrutura”. O evento será transmitido ao vivo pelo canal de Youtube do movimento HackatAgro.com.


Redação: Manuelle Motta

Imagem: Divulgação

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