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Cooperativa de SP desenvolve aplicativo para ajudar agricultor a conseguir mais produtividade



Ideia é aliar tudo o que essa nova fase do agronegócio pode oferecer para que o produtor consiga colher mais em menos área.


As últimas décadas foram revolucionárias para a agropecuária mundial, especialmente pela velocidade em que as tecnologias foram desenvolvidas.


Porém, nenhum outro momento conseguiu reunir tantas ferramentas ao mesmo tempo como agora. Estamos na fase em que alguns especialistas chamam de “agricultura 5.0”.

“É a junção de ferramentas de agricultura de precisão, robótica de ponta e, principalmente, pelo fato de conseguir usar os recursos de forma otimizada e de conseguir produzir mais em uma mesma área”, explica Fernando Degobbi, presidente da Coopercitrus, cooperativa que reúne mais de 38 mil agricultores em Bebedouro, interior de São Paulo.

E nessa nova era, um aparelho aparece cheio de possibilidades e é o motor disso tudo: o celular. Produtividade na palma da mão É a partir dele que o agricultor toma conta da propriedade, monitora pragas e compra insumos, por exemplo. Para aprofundar ainda mais essa conexão, a Coopercitrus criou um app para atender seus milhares de cooperados.

Todo o pacote tecnológico da cooperativa ajuda, também, no aumento da produtividade. Na fazenda do agricultor Eduardo da Palma, o salto foi de 95 para 115 toneladas de cana por hectare. O custo dele para isso foi de pouco mais de R$ 350 por hectare. Apesar de muitos atrativos, nem sempre a tecnologia consegue chegar nas propriedades com a mesma rapidez que se desenvolve nas salas de pesquisa. Na Coopercitrus, por exemplo, apenas 10% dos cooperados já usaram alguma ferramenta digital, e apenas 100 produtores utilizam o app para o manejo das terras. “As tecnologias são novas, e a adoção no campo é um pouco lenta, até porque muitos dos produtores eles não conhecem muitas das soluções”, explica o agrônomo Marcelo Bassi. Aos poucos, cooperados e outros produtores vão entendendo melhor como a tecnologia pode ajudar na atividade. Porém, um dos empecilhos segue sendo a falta de conectividade no campo. Do 1.0 ao 5.0 Para entender como chegamos neste estágio, é preciso voltar no tempo, na época da “agricultura 1.0”, um período que durou milênios, onde o cultivo era manual ou com tração animal.

A chegada do motor à combustão para tratores e máquinas, além do uso intensivo de adubos químicos e pesticidas, já no início do Século 20, foram as marcas da versão “2.0”. Já nos anos 1990 vieram as primeiras análises por satélite, o uso de sementes geneticamente modificadas, evoluções que se transformaram símbolos da “agricultura 3.0”.

Cerca de 10 anos depois, surgiram nas propriedades as imagens em alta resolução e as coordenadas georreferenciadas, os GPS, dando o pontapé inicial para o agro 4.0. Agora, começou a época de promessas de máquinas autônomas, conectividade rápida, agrupamento de dados como nunca foi visto e a internet das coisas.


Fonte: G1/Globo Rural

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