Ministérios criam linha de crédito para startups viabilizarem inovação no Agro

Acordo estabelece que empresas, startups e instituições de pesquisa do setor do agronegócio podem ter acesso aos recursos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinaram um acordo de cooperação técnica. O acerto foi firmado na última quarta-feira, 7, com a presença da ministra Tereza Cristina e do ministro Marcos Pontes, e tem o objetivo de fomentar a inovação na agropecuária.


Os recursos para o estímulo serão oferecidos por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que também participou do acordo. Eles poderão ser requeridos por empresas, startups e instituições de pesquisa do setor do agronegócio. As modalidades dos financiamentos são duas: reembolsáveis (tomada de crédito com juros baixos e prazos longos) ou não reembolsáveis (quando não há a obrigatoriedade de uma contrapartida ao financiamento).


Os valores previstos de aporte não foram divulgados, mas segundo o superintendente de Inovação da Finep, Rodrigo Secioso, mais de R$ 600 milhões, dos R$ 1,2 bilhão que foram contratados junto à financiadora nos últimos três anos, período ainda sem o acordo, já foram liberados para as iniciativas. A esperança é de que essa quantidade aumente depois do compromisso entre os órgãos.


“A gente quer pegar recursos para financiar, porque existem muitas opções boas no agro. Mas hoje não estamos conseguindo financiar tudo. Então, o acordo vem pra gente unir forças e tentar conseguir esse dinheiro, tentar financiar mais”, disse Secioso.


Como coloca Cleber Soares, diretor de Inovação do Mapa, as ações que serão impulsionadas devem estar em pelo menos uma das diretrizes do ministério. Segundo ele, as linhas de incentivo são: sustentabilidade, bioeconomia, novos insumos de base biológica, ecossistemas de inovação no agronegócio, agricultura digital e foodtech ou sistemas agroalimentares.

Startups agro brasileiras

Um dos pontos que levaram os ministérios a firmarem a cooperação é a crescente demanda do setor. Uma necessidade de incentivo que vem principalmente das startups. “É uma demanda crescente do setor produtivo da ciência e tecnologia como um todo. Mas o crescimento maior dessa demanda tem sido das startups, pelo fato de que elas, geralmente, não têm recursos. Estão começando e precisam desse aporte”, explica Soares.


Esse tipo de empresas com ideias diferentes e voltadas para o campo vem crescendo significativamente. Em 2020, o número delas mais que dobrou em relação a 2019, como aponta o diretor de Inovação.


“O segmento de startups no Brasil tem crescido de forma muito célere. Nós fizemos em 2019 o Radar AgTech que mapeou 1.125 startups que atuavam no agronegócio. E agora, em 2020, nós fizemos esse mapeamento e foram encontradas mais de 2.400 startups do agro. Isso demonstra que o segmento de startups no Brasil está pujante”.


Fonte: Canal Rural

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