SuperAgro 2021: conheça o trabalhos apresentados pelas startups do Agro

Atualizado: Abr 9


O agronegócio encontrou na tecnologia a resposta para solucionar problemas estruturais do setor e auxiliar agricultores e pecuaristas a alcançarem melhor desempenho. As Agtechs, apelido dado às startups do agronegócio, têm liderado uma nova revolução no setor, inspiradas por inovação e tecnologia.


Para avaliar as principais soluções do mercado, seis empresas participaram de um debate no fórum "SuperAgro Brasil 2021", evento organizado pela Revista Exame, nesta quinta-feira, 8, e que reuniu especialistas para debater os rumos do agronegócio no Brasil.


Mariana Vasconcelos, presidente e cofundadora da Agrosmart, startup que faz uso de sensores no solo e outras tecnologias para munir os produtores rurais de dados que possam basear suas decisões de plantio, foi a primeira a se apresentar. A startup tem operação em nove países diferentes, mais de 400 produtores conectados à plataforma e monitora cerca de 800 mil hectares. “Queremos fazer com que o Brasil seja reconhecido pelo seu agro ativo, mas também sustentável”, disse.


Nesta semana, a empresa anunciou a primeira aquisição de sua história. Trata-se da empresa argentina BoosterAgro. Para o futuro, a meta da Agrosmart é se tornar cada vez mais em um hub de serviços digitais.


A segunda empresa a se apresentar foi a Tarvos, sob o comando de Andrei Grespan, cofundador da startup. A Tarvos funciona como uma ferramenta de monitoramento e gestão de pragas agrícolas. Em funcionamento há menos de um ano, a startup já está nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

Assim como no monitoramento climático, a Tarvos quer trazer mais previsibilidade sobre possíveis pragas na lavoura. Para isso, conta com estações de monitoramento para coletar dados em tempo real. Hoje, a startup tem presença no Brasil e Paraguai, e pretende entrar no mercado argentino ainda em 2021. “Nossa análise é de que o retorno sobre o investimento é de até 8 vezes, dependendo do cultivo”, disse Grespan.


A DigiFarmz apresentou terceiro pitch do painel. A plataforma digital ajuda no manejo de soja. Segundo Alexandre Chequim, CEO e fundador da DigiFarmz, a startup auxilia o produtor a tomar as melhores decisões em cada safra, como datas e regiões mais adequadas para o plantio das culturas monitoradas.


O enfrentamento de potenciais problemas para a concessão de crédito rural é a dor que Agryo quer solucionar. Em uma análise generalista de risco, a startup oferece a instituições financeiras, como bancos e seguradoras, um mapa com os fatores que determinam o risco agrícola de um determinado produto e os fatores que implicam o desempenho financeiro.


A JetBov, por sua vez, acompanha as principais métricas para a gestão de rebanhos, como vacinação e ganho de peso. Como diferencial, a JetBov também faz a gestão de pastagens. Desse modo, mais de 4,8 milhões de animais são monitorados em 2.300 fazendas no país. "Queremos empoderar o pecuarista com a ajuda de informações”, diz Xisto Souza, CEO da Jetbov.


A última apresentação da noite foi a da Agrotools, startup de tecnologia agrícola que conecta empresas a produtores rurais com o objetivo de trazer mais transparência à cadeia de fornecimento do agro. A Agrotools é uma das pioneiras do setor e hoje já conta com grandes redes na sua lista de clientes, entre elas McDonald's, Walmart e Carrefour. Ao todo, são mais de 120 empresas e cerca de 200 milhões de hectares monitorados.


Fonte: exame.invest

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